The Democratic Party's Dangerous Experiment

David L. Dill and Barbara Simons
February 02, 2008

original: - at Vote Trust USA

As most of us now understand, paperless electronic voting is a really bad idea. But there is a still worse idea: voting over the Internet.

Voters may worry about whether voting machines were hacked by programmers or poll-workers who have machines stored in their homes prior to an election. But with internet voting, we must also worry about whether the system has been hacked by a teenager in Eastern Europe, organized crime, or even an unfriendly government. We must worry about network failure, "denial of service"attacks that shut down selected machines on the internet, counterfeit Internet websites, and spyware and/or viruses on the computers used to cast votes. And we must worry about whether the people running the system are engaging in electronic ballot-stuffing.

Like whack-a-mole, internet voting proposals have reappeared in different guises in the U.S. for much of the past decade. When an extremely ambitious Department of Defense proposal for internet voting in the 2004 presidential election was reviewed by computer security experts, it was terminated because of security concerns documented by those experts - the same concerns that should cause all citizens to view any proposal for internet voting with extreme skepticism.

Nonetheless, on Super Tuesday the Democratic Party is going to deploy internet voting. Democrats living outside the country will be treated as a 51st state, called Democrats Abroad, and will elect delegates to the convention. This approach adroitly side-steps almost all regulation on election technology, which typically are matters of state, not Federal, law. Internet voting won't even be subjected to the notoriously inadequate certification process that applies to almost every other voting system in the U.S. The organizers apparently maintain their confidence in the security of internet voting by not consulting anyone who might, as happened in 2004, warn them of risks. (We know most, if not all, of the independent experts in internet voting in the U.S., and none of them has been asked to examine this system).

Security may not be the only issue with this system. On their web page, Everyone Counts cites the recent "successful" election in Swindon, U.K, even though the U.K. Electoral Commission reports that "Electronic polling stations in Swindon proved more problematic, with many experiencing connectivity and application issues on polling day." For this and other reasons, the Electoral Commission recommended a moratorium on further e-voting trials in the U.K. until security and other concerns are resolved.

So, why should expatriate Democrats trust Everyone Counts with their votes? We don't know. What we've been able to discover in a few Internet searches is that the company was spun off from an Australian company in 2003, and (as of two years ago) the majority shareholder is an Australian. In 2006, they received an "injection of US private equity" from an undisclosed source. We can't tell you which candidate, if any, the source of the private equity supports.

There are only a few delegates allocated to Democrats Abroad. So it is unlikely, but not impossible, that the delegate selection resulting from the internet voting process will be decisive in choosing the Democratic nominee for president. Whatever the outcome, it will be impossible for a candidate to obtain a recount, because there will be no meaningful ballots to recount.

Even if internet voting does not impact the presidential nomination, there is a big risk. Though no one will know if the votes were correctly recorded and counted, the "success" of this experiment will be cited as a reason to expand the use of internet voting.

We understand that voting is unnecessarily difficult for many expatriate Americans. That is unacceptable. But it is also unacceptable to force citizens to trust their votes to a system that has not been demonstrated to be trustworthy. We need to consider more sensible and secure ways to assist Americans living abroad. For example, we might develop a uniform system for printing absentee ballots remotely, so that it is not necessary to mail ballots to voters weeks in advance. We might consider making deadlines for receiving voted ballots a bit more flexible. Perhaps ballots could even be delivered by FedEx or DHL.

This radically new and untested voting scheme was announced only a short time ago. Press coverage has been minimal and uncritical. Unfortunately, because voters planning to vote over the internet no longer have time to obtain absentee ballots before the primary, it is too late to kill this dangerous proposal. We urge American expatriates to vote, however they can - even if it involves using this system - and then to tell their representatives that paper ballots must be required in the future for all voters, including those outside the country. Americans living abroad should not be treated as second-class citizens.

David L. Dill and Barbara Simons

original at Vote Trust USA (votetrustusa.org)

David Dill is a Computer Science Professor at Stanford University. His biography can be found at http://www.verifiedvotingfoundation.org/article.php?id=5602#dill.

Barbara Simons is retired from IBM Research and a Past President of the Association for Computing Machinery (ACM), the nation's largest and oldest scientific and educational professional society of computing professionals. Her biography can be found at http://usacm.acm.org/usacm/Committee/Simons.htm..

O perigoso teste do Partido Democratico Americana

David L. Dill e Barbara Simons
2 de Fevereiro de 2008

original: - no "Vote Trust USA"

Como muitos já perceberam, a votação eletrônica sem papel não é realmente uma boa idéia. Mas há uma idéia ainda pior: votar pela Internet.

Os eleitores podem se questionar se as máquinas de votar foram fraudadas por programadores ou funcionários de eleições que guardam as máquinas em suas casas antes do pleito. Mas com a votação pela Internet, nós devemos nos questionar também se o sistema foi fraudado por um adolescente na Europa oriental, pelo crime organizado ou mesmo por um governo hostil. Devemos nos preocupar com as falhas da rede, ataques de "negação de serviço" que desligam máquinas específicas na Internet, sítios falsos e spyware e/ou vírus nos computadores usados para coletar os votos. E também devemos nos preocupar com as pessoas que rodam o sistema, que podem estar envolvidas com adulteração eletrônica das urnas.

Como no jogo "whac-a-mole", propostas de votação pela Internet têm aparecido em diferentes formas nos EUA durante grande parte da última década. Quando uma proposta extremamente ambiciosa do Departamento de Defesa de votação pela Internet nas eleições presidenciais de 2004 foi revisada por peritos em segurança informática, ela morreu em função de preocupações com a segurança que eles levantaram - as mesmas preocupações que deveriam fazer todos os cidadãos encarar com extremo ceticismo qualquer proposta de votação pela Internet.

No entanto, nesta Super Terça o Partido Democrático vai implantar a votação pela Internet. Os democratas que vivem fora do país serão tratados como o 51º estado, chamados "Democratas No Exterior", e elegerão delegados para a convenção. Esta abordagem passou cuidadosamente por cima de quase toda a regulamentação sobre tecnologia eleitoral, que é matéria de legislação estadual, não federal. Esta eleição pela Internet nem mesmo está sujeita ao processo de certificação notoriamente inadequado aplicado a praticamente todo sistema de votação nos EUA. Os organizadores parecem ter tanta confiança na segurança da votação pela Internet que não consultaram ninguém que pudesse adverti-los desses riscos, como aconteceu em 2004. (Conhecemos a maioria, se não todos, dos peritos independentes em votação pela Internet nos EUA, e nenhum deles foi convidado a examinar este sistema).

E a segurança pode não ser a única controvérsia a respeito deste sistema. O sítio Everyone Counts ("Todos contam") cita a recente eleição "com sucesso" em Swindon, Inglaterra, embora a Comissão eleitoral do Reino Unido relata que "os equipamentos de votação eletrônica em Swindon se mostraram problemáticos, com muitas questões de conectividade e de aplicativos no dia da eleição". Por esse e outros motivos, a Comissão eleitoral recomendou um adiamento dos próximos testes com voto-e no Reino Unido até que as dúvidas com segurança e outras sejam resolvidas.

Portanto, por que os democratas expatriados devem confiar seus votos à Everyone Counts? Não sabemos. O que pudemos descobrir em algumas poucas pesquisas na Internet é que a empresa se originou de uma empresa australiana em 2003 e, até dois anos, o controle acionário pertencia a um australiano. Em 2006, eles receberam uma "injeção de fundos privados americanos" de acordo com uma fonte não divulgada. Não sabemos qual candidato teria o eventual apoio dessa fonte de capital privado.

Existem poucos delegados atribuídos aos Democratas No Exterior. Portanto é pouco provável, embora não impossível, que a escolha dos delegados resultante da votação pela internet seja decisiva para escolher o candidato democrata a presidente. Qualquer que seja o resultado, será impossível que um candidato peça uma recontagem, porque não haverá votos para recontar.

Mesmo que a votação pela Internet não tenha impacto na indicação do candidato, há um grande risco. Embora ninguém possa saber se os votos foram registrados e contados corretamente, o "sucesso" dessa experiência será citado como um motivo para expandir a votação pela Internet.

Compreendemos que votar é desnecessariamente complicado para muitos americanos expatriados. Isso é inaceitável. Mas é também inaceitável forçar cidadãos a entregar seus votos a um sistema cuja confiabilidade ainda não foi demonstrada. Precisamos pensar em meios mais sensatos e seguros de ajudar os americanos que vivem no exterior. Por exemplo, poderíamos desenvolver um sistema uniforme para impressão remota de cédulas, para não ter que enviá-las aos eleitores pelo correio com semanas de antecedência. Poderíamos pensar em tornar os prazos para recebimento dos votos um pouco mais flexíveis. As cédulas talvez pudessem até ser entregues pela FedEx ou DHL.

Esse esquema de votação totalmente novo e não testado foi anunciado há pouco tempo. A cobertura na mídia foi mínima e sem critério. Infelizmente, como os eleitores que pensam em votar pela Internet já não têm tempo para receber as cédulas antes das primárias, é muito tarde para aniquilar essa proposta perigosa. Exortamos os americanos expatriados a votar, embora eles possam pedir a seus representantes - mesmo envolvendo o uso deste sistema - que cédulas de papel devam ser exigidas no futuro para todos os eleitores, incluindo os que vivem no exterior. Os americanos expatriados não devem ser tratados como cidadãos de 2ª classe.


David L. Dill e Barbara Simons

(tradução com apoio de Roger Chadel no Brasil.)

David Dill é um Professor de Ciençias dos Computadores no Stanford University. O seu biografia pode ser encontrada na pagina: http://www.verifiedvotingfoundation.org/article.php?id=5602#dill.

Barbara Simons e aposentada do IBM Research, e foi President do Association for Computing Machinery (ACM), o maior e mais velho sociedade profissional dos profissionais em computação cientifico e educational nos EUA. A sua biografia pode ser encontrada na pagina: http://usacm.acm.org/usacm/Committee/Simons.htm..


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